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Sintomas da perimenopausa: o que é essa fase e o que muda na pele?

Retrato da Dra. Márcia Donadussi
Por Dra. Márcia Donadussi Dermatologista · CRM 25.402 · RQE 16.005 · Atualizado em · 9 minutos de leitura

Os sintomas da perimenopausa costumam aparecer anos antes da última menstruação, e muitas vezes chegam primeiro pelo sono, pelo humor e pela pele, e não pelo calorão. A perimenopausa é a transição em que os hormônios dos ovários começam a oscilar, com a menstruação ainda presente, e em geral se instala na segunda metade dos 40, às vezes antes. Reconhecer essa fase cedo muda a forma de cuidar do corpo e do rosto.

Resposta curta: perimenopausa é a fase de transição que antecede a menopausa, com o ciclo ficando irregular e os hormônios oscilando. Os sinais mais comuns são alteração da menstruação, calorões, sono que piora, irritabilidade e, na pele, ressecamento, perda de viço e de firmeza e cabelo mais fino. Hormônio se conversa com a ginecologista; pele e cabelo, com a dermatologista.

Um detalhe curioso: muita gente digita, ou dita ao celular, “pele menopausa” quando quer dizer perimenopausa. A confusão tem um fundo de verdade. A pele é mesmo um dos primeiros lugares onde essa fase aparece, e quase ninguém liga um sinal ao outro.

Sintomas da perimenopausa: o que é essa fase e quando ela começa?

A vida reprodutiva não termina de um dia para o outro. Entre o período fértil e a menopausa existe uma transição, e é nela que os sintomas da perimenopausa aparecem. O Ministério da Saúde chama a fase inteira de climatério: ela começa por volta dos 40 anos e pode se estender até perto dos 65. A menopausa é só um marco dentro dela, a última menstruação, que só se confirma depois de 12 meses seguidos sem menstruar e acontece, no Brasil, geralmente entre os 48 e os 50 anos.

A perimenopausa é o pedaço do climatério em torno desse marco: começa quando o ciclo passa a variar e vai até um ano depois da última menstruação. É assim que o consenso internacional que organiza essas fases, o STRAW+10, descreve a transição (Harlow e colaboradores, 2012). “Pré-menopausa” é o nome popular para esses mesmos anos.

FaseO que éQuando costuma acontecer
ClimatérioToda a transição do período fértil para o não fértilDe cerca de 40 até perto de 65 anos
Perimenopausa (pré-menopausa, no uso popular)Os anos de ciclo irregular e hormônios oscilando, até 1 ano depois da última menstruaçãoEm geral na segunda metade dos 40, às vezes antes
MenopausaA última menstruação, confirmada após 12 meses sem menstruarNo Brasil, geralmente entre 48 e 50 anos
Pós-menopausaOs anos depois desse marcoA partir da menopausa
Fontes: Ministério da Saúde, Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa (2008) e Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres (2016); STRAW+10 (2012).

Quais são os sintomas mais comuns da perimenopausa?

O sinal que mais orienta é a mudança da menstruação: ciclos que encurtam, alongam, falham um mês ou vêm diferentes do seu padrão. Em volta dele, outros sintomas costumam se somar, cada um com intensidade própria:

  • Calorões e suores noturnos, às vezes com o rosto avermelhado durante a crise;
  • Sono que piora, com despertares de madrugada;
  • Irritabilidade, ansiedade e cansaço que o descanso não resolve;
  • Memória e foco menos afiados que o habitual;
  • Libido em queda e ressecamento das mucosas, inclusive a íntima;
  • Pele e cabelo que mudam de comportamento, como você vai ver logo abaixo.

O sono é um bom exemplo de como essa fase pesa. No estudo SWAN, que acompanhou mulheres americanas na meia-idade, um levantamento com 12.603 participantes de 40 a 55 anos encontrou dificuldade para dormir em 38% delas, e em 45,4% das que estavam no fim da transição (Kravitz e colaboradores, 2003). Não é impressão sua, e não é falta de disciplina.

O que a perimenopausa muda na pele?

O estrogênio conversa diretamente com a pele. Ele atua nas células que produzem colágeno, nas glândulas sebáceas, nos folículos do cabelo e nos vasos. Quando ele cai, a pele fica mais fina, com menos colágeno e menos elasticidade, mais seca e com cicatrização mais lenta; é o que resume a revisão de Thornton (2013) sobre estrogênio e envelhecimento da pele. Depois da menopausa, o colágeno da pele e a espessura dela caem de 1% a 2% ao ano, contados a partir da última menstruação, e não da idade (Brincat e colaboradores, 1987).

Na prática do consultório, a pele costuma avisar antes do calendário. As queixas que mais se repetem nessa fase são um ressecamento novo, que o hidratante de sempre não resolve; a maquiagem que passa a marcar; o viço que some; uma coceira sem causa aparente, que explicamos em detalhe no artigo sobre coceira no climatério; e uma flacidez que parece ter chegado de repente. Nada disso é descuido. É a pele respondendo a um terreno hormonal que mudou, e é por isso que a rotina dos 30 deixa de funcionar aos 45.

Na clínica: quando a firmeza é a queixa principal, o bioestimulador de colágeno em Porto Alegre e o Liftera 2 podem entrar no plano, sempre depois da avaliação com a Dra. Márcia Donadussi, dermatologista.

E o cabelo e as unhas também mudam?

Mudam, e muitas mulheres percebem pelo rabo de cavalo mais fino antes de perceber qualquer outra coisa. Os folículos do cabelo também respondem ao estrogênio, e a mesma revisão de Thornton (2013) inclui a queda de cabelo entre as consequências da falta desse hormônio. O afinamento costuma ser gradual e se concentra no alto da cabeça, com a risca mais aberta, o que é diferente da queda volumosa que aparece de repente depois de um susto, uma doença ou uma dieta muito restritiva.

Como as duas coisas podem acontecer ao mesmo tempo, vale investigar antes de tratar: ferro, tireoide e vitamina D entram na conta junto com os hormônios. Quem cuida disso é a dermatologista, que também é a médica do cabelo e das unhas. Unhas mais frágeis, que descamam e quebram com facilidade, são outra queixa frequente nessa fase. O passo a passo está no artigo sobre queda de cabelo na menopausa e na página de consulta de queda de cabelo.

Como saber se estou na perimenopausa?

Pelo conjunto, e não por um exame isolado. Uma mulher na faixa dos 40 com o ciclo mudando de padrão e alguns dos sintomas acima provavelmente está nessa transição. O consenso STRAW+10 usa justamente a mudança da menstruação como o critério principal para marcar o início e o fim da transição (Harlow e colaboradores, 2012). Exames de sangue ajudam em situações específicas, mas os hormônios oscilam muito de um mês para o outro nessa fase, então um resultado normal não descarta a perimenopausa.

A ginecologista é quem conduz esse diagnóstico e a conversa sobre terapia hormonal, quando ela for indicada. A dermatologista entra para cuidar do que aparece na pele, no cabelo e nas unhas, e muitas vezes é ela quem primeiro levanta a hipótese, porque a paciente chega falando de ressecamento, viço e queda, e não de hormônio. As duas conversas se completam. Se você quer entender o quadro inteiro da fase, o guia de climatério e pele e o artigo sobre os sintomas do climatério aos 40 anos aprofundam o assunto.

O que fazer pela pele na perimenopausa?

O cuidado começa em casa e fica mais preciso no consultório. Em casa, três coisas fazem diferença real: protetor solar todos os dias, porque o sol acelera a perda de colágeno; uma hidratação que recupere a barreira da pele, mais rica do que a usada até então; e, quando indicado pela dermatologista, um ativo que estimule a renovação, como um retinoide, introduzido aos poucos para não irritar uma pele que ficou mais sensível.

No consultório, o plano parte do que a sua pele perdeu. Firmeza pede estímulo de colágeno, com bioestimulador ou Liftera 2; textura, manchas e viço pedem tecnologia como o laser Fotona; e o ressecamento íntimo, que também faz parte dessa fase, tem tratamento próprio com o laser íntimo. A primeira conversa nunca é sobre qual procedimento fazer: é sobre o seu rosto, a sua história e o que você quer preservar. Para começar por aí, fale com a clínica pelo WhatsApp.

Quanto tempo dura a perimenopausa?

Varia muito de mulher para mulher. A perimenopausa costuma durar alguns anos e termina um ano depois da última menstruação; o climatério, que contém essa fase, vai de cerca de 40 até perto de 65 anos, pela definição do Ministério da Saúde. Alguns sintomas, porém, não respeitam a fronteira entre uma fase e outra.

Os calorões são o melhor exemplo. No estudo SWAN, entre as mulheres que tiveram calorões frequentes, a duração total mediana foi de 7,4 anos; depois da última menstruação, eles persistiram por mais 4,5 anos, em mediana. E quem começou a sentir os calorões ainda antes ou no início da transição teve a duração mais longa, com mediana acima de 11,8 anos (Avis e colaboradores, 2015). Por isso vale cuidar cedo, sem esperar a menopausa chegar para levar os sintomas a sério. Na pele, o raciocínio é o mesmo: o colágeno que você preserva agora vale mais do que o que tentará recuperar depois.

Onde avaliar a pele na perimenopausa em Porto Alegre?

O atendimento é no consultório da Dra. Márcia Donadussi, dermatologista (CRM-RS 25.402 · RQE 16.005), na Rua Tobias da Silva, 120, conjuntos 1001 e 1002, no The Place Moinhos, bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, de segunda a sexta, das 8h30 às 18h. Recebe com facilidade quem vem da Auxiliadora, do Rio Branco, da Bela Vista, da Independência, do Higienópolis, do Petrópolis e do Mont'Serrat, além da região metropolitana. Os procedimentos injetáveis são aplicados pessoalmente pela Dra. Márcia, sempre depois de uma avaliação. Atendimento particular. Para marcar, o caminho mais simples é o WhatsApp (51) 99916-1642; o telefone fixo é (51) 3311-3555.

Perguntas frequentes sobre a perimenopausa

Perimenopausa e pré-menopausa são a mesma coisa?

No uso do dia a dia, sim: “pré-menopausa” é o nome popular dos anos de transição antes da última menstruação. Os médicos preferem perimenopausa ou transição menopausal, que vai até um ano depois da última menstruação. Climatério é a fase inteira, de cerca de 40 até perto de 65 anos.

Com quantos anos começa a perimenopausa?

Em geral na segunda metade dos 40, às vezes antes. A menopausa, a última menstruação, acontece no Brasil geralmente entre os 48 e os 50 anos. Menopausa antes dos 40 é outra situação e merece investigação com a ginecologista.

A perimenopausa causa coceira na pele?

Pode causar. Com menos estrogênio, a pele produz menos lipídios, retém menos água e a barreira enfraquece, o que deixa a pele seca e sensível. A coceira melhora com hidratação adequada e, quando persiste, com avaliação, porque outras causas precisam ser descartadas.

A perimenopausa causa queda de cabelo?

Pode contribuir. Os folículos respondem ao estrogênio, e o cabelo tende a afinar aos poucos, sobretudo no alto da cabeça. Como ferro, tireoide e estresse também derrubam fios, a dermatologista investiga as causas antes de definir o tratamento.

Dá para engravidar na perimenopausa?

Sim. Enquanto houver menstruação, mesmo irregular, ainda pode haver ovulação. A contracepção só é considerada dispensável depois da menopausa confirmada, e essa orientação é da ginecologista.

Exame de sangue confirma a perimenopausa?

Nem sempre. Os hormônios oscilam bastante de um mês para o outro nessa fase, então um exame isolado pode vir normal. O diagnóstico é clínico, pelo padrão da menstruação e dos sintomas, conduzido pela ginecologista.

Bioestimulador e laser podem ser feitos na perimenopausa?

Podem, quando indicados na avaliação. Essa fase costuma ser um bom momento para estimular colágeno, antes de a perda acelerar depois da menopausa. A escolha depende do que a sua pele perdeu, da sua rotina e do que você quer preservar.

Sintomas da perimenopausa: quando procurar a dermatologista?

Quando a pele, o cabelo ou as unhas mudarem de comportamento e o cuidado de sempre deixar de dar conta. Ressecamento novo, viço que some, flacidez que parece repentina, coceira sem causa e cabelo afinando são motivos suficientes para uma avaliação. Se os sintomas da perimenopausa começaram a aparecer no seu rosto, a conversa com a Dra. Márcia Donadussi, dermatologista no Moinhos de Vento, em Porto Alegre, parte do que a sua pele está contando, e a resposta honesta, inclusive quando for ainda não, você vai ouvir aqui. Agende sua avaliação pelo WhatsApp.

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