O que é climatério, quando começa e como ele age na pele?
O que é climatério, em uma frase: é a fase de transição entre a vida reprodutiva e a não reprodutiva da mulher, que começa por volta dos 40 anos e pode se estender até perto dos 65, pela definição adotada pelo Ministério da Saúde. Não é doença nem um dia marcado no calendário. É um caminho longo, em que os hormônios dos ovários diminuem aos poucos, e a pele costuma estar entre os primeiros lugares onde ele aparece.
Resposta curta: climatério é toda a transição do período fértil para o não fértil, de cerca de 40 até perto de 65 anos. A menopausa é só um marco dentro dele: a última menstruação, confirmada depois de 12 meses sem menstruar. Na pele, a queda do estrogênio traz ressecamento, perda de colágeno, de firmeza e de viço. Hormônio se conversa com a ginecologista; pele e cabelo, com a dermatologista.
Muita mulher ouve falar em climatério só quando a menstruação começa a falhar. Mas o espelho costuma avisar antes: a pele que fica mais fina e sem brilho, o cabelo que afina, o contorno que perde a nitidez. Entender a fase em que você está muda a forma de cuidar do corpo e do rosto, e é esse o assunto deste guia.
O que é climatério e como ele se diferencia da menopausa?
A confusão entre as palavras é a regra, e não a exceção. Climatério é o nome da fase inteira: começa quando os ovários passam a produzir menos estrogênio e progesterona e vai até perto dos 65 anos. A menopausa é um ponto dentro dessa fase, a data da última menstruação, que só se confirma depois de 12 meses seguidos sem menstruar e acontece, no Brasil, geralmente entre os 48 e os 50 anos (Ministério da Saúde, 2008).
No meio do caminho fica a perimenopausa: os anos de ciclo irregular e hormônios oscilando, até um ano depois da última menstruação, como descreve o consenso internacional STRAW+10 (Harlow e colaboradores, 2012). “Pré-menopausa” é o nome popular desses mesmos anos. Explicamos essa etapa em detalhe no artigo sobre os sintomas da perimenopausa.
| Fase | O que é | Quando costuma acontecer |
|---|---|---|
| Climatério | Toda a transição do período fértil para o não fértil | De cerca de 40 até perto de 65 anos |
| Perimenopausa (pré-menopausa, no uso popular) | Os anos de ciclo irregular e hormônios oscilando, até 1 ano depois da última menstruação | Em geral na segunda metade dos 40, às vezes antes |
| Menopausa | A última menstruação, confirmada após 12 meses sem menstruar | No Brasil, geralmente entre 48 e 50 anos |
| Pós-menopausa | Os anos depois desse marco | A partir da menopausa |
Quanto tempo dura o climatério e a perimenopausa?
O climatério dura décadas: de por volta dos 40 até perto dos 65 anos, pela definição do Ministério da Saúde. Isso não quer dizer 25 anos de sintomas. A fase é longa, mas os incômodos se concentram nos anos em torno da menopausa e mudam de intensidade de uma mulher para outra.
A perimenopausa, que é a pergunta mais comum, não tem prazo fixo. Ela começa quando o ciclo passa a variar e termina um ano depois da última menstruação, então pode durar poucos ou vários anos. Os calorões, que são o sintoma mais lembrado, podem ir além dela: no estudo SWAN, que acompanhou mulheres americanas na meia-idade, a duração mediana dos calorões e suores frequentes foi de 7,4 anos, com 4,5 anos depois da última menstruação; em quem começou a senti-los mais cedo, passou de 11,8 anos (Avis e colaboradores, 2015).
Na pele, a contagem que importa começa na menopausa. Depois dela, o colágeno e a espessura da pele caem de 1% a 2% ao ano, em relação aos anos desde a última menstruação, e não à idade (Brincat e colaboradores, 1987). Por isso, cuidar cedo rende mais.
Quais são os sintomas do climatério aos 40 anos?
Aos 40, os sinais costumam ser sutis e acabam atribuídos ao estresse ou ao cansaço. O que mais orienta é a mudança da menstruação: ciclos que encurtam, alongam, falham um mês ou vêm diferentes do seu padrão. Em volta dele, outros sintomas se somam:
- Calorões e suores noturnos, às vezes discretos no começo;
- Sono mais leve, com despertares de madrugada;
- Irritabilidade, ansiedade e cansaço que o descanso não resolve;
- Libido em queda e ressecamento das mucosas, inclusive a íntima;
- Pele mais seca, fina e com menos viço;
- Cabelo afinando e unhas mais frágeis.
O sono mostra bem o peso dessa fase: no estudo SWAN, um levantamento com 12.603 mulheres de 40 a 55 anos encontrou dificuldade para dormir em 38% delas, e em 45,4% das que estavam no fim da transição (Kravitz e colaboradores, 2003). Pele, cabelo e unhas são os termômetros visíveis do que os hormônios fazem por dentro, e muitas vezes é a dermatologista quem primeiro levanta a hipótese.
O que o climatério muda na pele?
O estrogênio conversa diretamente com a pele. Ele atua nas células que produzem colágeno, nas glândulas sebáceas, nos folículos do cabelo e nos vasos. Quando ele cai, a pele fica mais fina, com menos colágeno e menos elasticidade, mais seca e com cicatrização mais lenta; é o que resume a revisão de Thornton (2013) sobre estrogênio e envelhecimento da pele. Na prática do consultório, as queixas que mais se repetem são:
- Ressecamento novo, que o hidratante de sempre deixa de resolver;
- Flacidez: sulcos mais marcados, contorno da mandíbula menos nítido, pálpebras mais pesadas;
- Pele mais fina e sensível, que passa a reagir a produtos antigos;
- Coceira sem causa aparente, explicada no artigo sobre coceira no climatério;
- Manchas e perda de viço, com o tom mais irregular.
Nada disso é descuido. É a pele respondendo a um terreno hormonal que mudou. O detalhe de cada mudança depois da última menstruação está no artigo sobre pele na menopausa.
E o cabelo, as unhas e a saúde íntima no climatério?
O cabelo é uma das queixas que mais trazem mulheres 40+ ao consultório. Os folículos também respondem ao estrogênio, e a revisão de Thornton (2013) inclui a queda de cabelo entre as consequências da falta desse hormônio. O afinamento costuma ser gradual, concentrado no alto da cabeça, com a risca mais aberta. Como ferro, tireoide e vitamina D também derrubam fios, a dermatologista, que é a médica que cuida do cabelo, investiga antes de tratar. O passo a passo está em queda de cabelo na menopausa e na página da consulta de queda de cabelo.
A mesma queda hormonal que afina a pele do rosto afeta, com mais intensidade, a mucosa íntima: ressecamento, desconforto na relação e escapes de urina fazem parte da síndrome geniturinária da menopausa. Hoje existe tratamento regenerativo sem cirurgia, como o laser íntimo em Porto Alegre, indicado depois de avaliação.
Climatério engorda?
O climatério, sozinho, não engorda automaticamente, mas muda as regras do metabolismo. A massa muscular tende a diminuir mais depressa, o gasto de energia em repouso cai e a gordura muda de endereço, do quadril para a barriga. Sem ajustes, a balança tende a subir, e a cintura muda antes do peso.
O que costuma funcionar é menos dramático do que parece: treino de força para preservar músculo, proteína distribuída ao longo do dia, sono protegido e atenção ao álcool, que piora calorões e sono ao mesmo tempo. Na pele do corpo, a perda de colágeno aparece como flacidez em braços, abdômen, pescoço e colo, e cada região tem um caminho próprio de cuidado.
Uma observação importante: emagrecer muito depressa nessa fase, com ou sem remédio, soma a perda de volume do rosto à perda de colágeno. É um dos motivos de o rosto parecer mais cansado depois de uma dieta bem-sucedida, e a conversa sobre o ritmo do emagrecimento vale também para a pele.
O que a dermatologia pode fazer pela pele no climatério?
O olhar é sistêmico: organismo cuidado primeiro, pele saudável como consequência. Terapia hormonal é uma decisão da ginecologista, caso a caso; o papel da dermatologista é cuidar do que a fase faz com a pele, o cabelo e as unhas, com ou sem hormônio em curso. Na prática, o plano costuma combinar:
- Rotina recalibrada: a pele dos 45 não aceita mais o cuidado dos 30. Hidratação reforçada, renovação na medida da pele mais sensível e fotoproteção todos os dias;
- Estímulo de colágeno: bioestimuladores injetáveis, aplicados pessoalmente pela Dra. Márcia, para devolver densidade e sustentação;
- Tecnologias de firmeza e qualidade de pele: ultrassom microfocado (Liftera 2) para sustentação e laser (Fotona) para textura e viço;
- Cuidado do cabelo e da saúde íntima, quando fazem parte da queixa.
Nenhum desses passos é padrão. O plano nasce da avaliação, da sua história e do que você quer preservar, com beleza e naturalidade, sem o rosto “feito”.
Na clínica: a firmeza que o climatério leva é tratada com bioestimulador de colágeno em Porto Alegre e com o ultrassom microfocado do Liftera 2, sempre depois da avaliação facial com a Dra. Márcia.
Onde cuidar da pele no climatério em Porto Alegre?
O atendimento é no consultório da Dra. Márcia Donadussi, dermatologista há mais de 20 anos (CRM-RS 25.402 · RQE 16.005), na Rua Tobias da Silva, 120, conjuntos 1001 e 1002, no The Place Moinhos, bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, de segunda a sexta, das 8h30 às 18h. Recebe com facilidade quem vem da Auxiliadora, do Rio Branco, da Bela Vista, da Independência, do Higienópolis, do Petrópolis e do Mont'Serrat, além da região metropolitana. Os injetáveis são aplicados pessoalmente pela Dra. Márcia, sempre depois de uma avaliação. Atendimento particular. Para marcar, o caminho mais simples é o WhatsApp (51) 99916-1642; o telefone fixo é (51) 3311-3555.
Se os sinais do climatério já aparecem no seu rosto e a dúvida é por onde começar, a primeira conversa nunca é sobre qual procedimento fazer: é sobre o que a sua pele está contando. Fale com a clínica pelo WhatsApp.
Perguntas frequentes sobre climatério
Com quantos anos começa o climatério?
Por volta dos 40 anos, pela definição do Ministério da Saúde, mas cada mulher tem o seu ritmo. Os primeiros sinais costumam ser mudanças no ciclo, no sono e na pele. Menopausa antes dos 40 é outra situação e merece investigação com a ginecologista.
Quanto tempo dura o climatério?
Pela definição do Ministério da Saúde, de cerca de 40 até perto de 65 anos. Os sintomas mais intensos costumam se concentrar nos anos em torno da menopausa, e a intensidade varia muito de mulher para mulher.
Quanto tempo dura a perimenopausa?
Não há prazo fixo. Ela começa quando o ciclo passa a variar e termina um ano depois da última menstruação, então pode durar poucos ou vários anos. Os calorões podem ir além: no estudo SWAN, duraram em mediana 7,4 anos (Avis e colaboradores, 2015).
Climatério e menopausa são a mesma coisa?
Não. Climatério é a fase de transição inteira; menopausa é a data da última menstruação, confirmada depois de 12 meses sem menstruar, no Brasil geralmente entre os 48 e os 50 anos.
Como saber se estou no climatério?
Pelo conjunto: idade, mudanças no ciclo e sintomas como sono, calorões, humor, pele e cabelo. Como os hormônios oscilam muito, um exame isolado pode vir normal. O diagnóstico é clínico e conduzido pela ginecologista.
É possível engravidar no climatério?
Sim, enquanto houver ovulação, mesmo irregular. A contracepção só é considerada dispensável depois da menopausa confirmada, com orientação da ginecologista.
Por que a pele fica seca e coça no climatério?
Com menos estrogênio, a pele produz menos lipídios, retém menos água e a barreira enfraquece. Hidratação adequada e banho morno e curto ajudam; quando a coceira persiste, vale a avaliação, porque outras causas precisam ser descartadas.
Preciso de reposição hormonal no climatério?
Nem toda mulher precisa, e nem toda mulher pode. A decisão é da ginecologista, caso a caso. A dermatologia soma: cuida do que a fase faz com a pele, o cabelo e as unhas, com ou sem terapia hormonal.
O que é climatério para a sua pele, afinal?
É uma fase, e não um defeito a corrigir. Saber o que é climatério ajuda a ler o que o espelho mostra: menos colágeno, menos água, mais sensibilidade, e um cabelo que pede atenção. O cabelo e as unhas entram na mesma conversa, porque respondem ao mesmo hormônio. A pele dessa fase responde muito bem quando o cuidado começa cedo e respeita a sua expressão. A avaliação com a Dra. Márcia Donadussi, dermatologista no Moinhos de Vento, em Porto Alegre, parte do que a sua pele está contando, e quando a resposta honesta for ainda não, você vai ouvi-la aqui. Agende sua avaliação pelo WhatsApp.