Liftera ou Ultraformer?” — se você está pesquisando tratamento para flacidez sem cirurgia, essa dúvida é quase inevitável. A resposta honesta é menos polêmica do que a internet faz parecer: os dois são bons. E entender por quê vai te ajudar a escolher melhor onde e com quem tratar.

O que os dois têm em comum (que é quase tudo)

Liftera e Ultraformer são marcas de ultrassom microfocado (HIFU/MFU) — a mesma categoria de tecnologia. Ambos:

  • Concentram energia de ultrassom em pontos milimétricos nas camadas profundas da pele, incluindo o SMAS (a camada que o cirurgião traciona no lifting);
  • Provocam contração imediata do colágeno + produção de colágeno novo ao longo de 2 a 3 meses;
  • Tratam flacidez de rosto, papada, pescoço, pálpebras e corpo;
  • Não exigem cortes, agulhas nem afastamento da rotina;
  • Costumam pedir apenas 1 sessão anual.

Ou seja: a física é a mesma. É por isso que a pergunta “qual é melhor” tem menos a ver com a máquina — e mais com o que está em volta dela.

Onde eles se diferenciam na prática

  • Modo de entrega da energia: o Liftera trabalha também em modo de entrega contínua (técnica “pen”), que desliza os disparos de forma mais fluida — na prática, sessões mais confortáveis para a maioria das pacientes. O Ultraformer usa disparos lineares em sequência, modelo consagrado da categoria;
  • Ponteiras e profundidades: ambos oferecem múltiplas profundidades para rosto e corpo, com pequenas diferenças de portfólio entre gerações dos aparelhos;
  • Sensação durante a sessão: varia de pessoa para pessoa, mas o desconforto é pontual e tolerável nos dois.

O que realmente decide o seu resultado

Depois de anos tratando flacidez, posso resumir assim: o aparelho é 30% da história. Os outros 70%:

  1. Indicação correta — ultrassom microfocado brilha na flacidez leve a moderada. Prometer resultado de cirurgia em flacidez avançada é o erro que gera frustração;
  2. Plano de tratamento — quantas linhas de disparo, quais profundidades, em quais vetores do rosto. É aqui que mora a diferença entre um resultado discreto e um resultado que impressiona;
  3. Quem executa — anatomia é tudo: energia na profundidade errada é resultado perdido;
  4. Combinações inteligentes — no climatério, quando a perda de colágeno acelera, o ultrassom costuma ser combinado com bioestimuladores de colágeno para sustentação mais completa.

Por que trabalhamos com o Liftera

Na clínica, escolhemos o Liftera como nosso ultrassom microfocado pela soma de eficácia com conforto: o modo de entrega contínua torna a experiência da sessão sensivelmente mais tranquila — o que importa quando falamos de um tratamento anual que você vai querer repetir. Explico a tecnologia em detalhes no artigo sobre como funciona o Liftera.

E se você já fez Ultraformer antes? Sem problema nenhum — por serem a mesma categoria, a manutenção pode ser feita com Liftera normalmente, após avaliação.

Perguntas frequentes

Liftera e Ultraformer são a mesma coisa?

São marcas diferentes da mesma tecnologia: ultrassom microfocado. O princípio físico e o objetivo (firmeza e contorno sem cirurgia) são os mesmos.

Qual é melhor?

Ambos são sérios e eficazes. O resultado depende mais da indicação, do plano e de quem executa do que do logotipo do aparelho.

Por que a clínica escolheu o Liftera?

Conforto da entrega contínua com a mesma eficácia da categoria — além da versatilidade de ponteiras para rosto e corpo.

Fiz Ultraformer ano passado. Posso fazer Liftera agora?

Sim, normalmente — é a mesma categoria de tecnologia. A avaliação define o plano.

Quando aparece o resultado?

O auge vem entre 60 e 90 dias, com o colágeno novo. Em geral, 1 sessão anual sustenta o resultado.

Substitui cirurgia?

Não. Flacidez avançada pode ter indicação cirúrgica — honestidade na avaliação vem antes de qualquer disparo.

O recado da Dra. Márcia

Não escolha um aparelho — escolha um diagnóstico. A tecnologia certa, no rosto certo, pela mão certa: é isso que devolve contorno com naturalidade, sem cara de “procedimento”.

Quero minha avaliação — clínica no Moinhos de Vento, em Porto Alegre.


Revisado pela Dra. Márcia Donadussi — Dermatologista em Porto Alegre, CRM-RS 25.402 | RQE 16.005. Mestre pela PUC-RS, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology. Atualizado em julho de 2026.