Pular para o conteúdo
Agendar avaliação

Pelos no queixo feminino: por que aparecem depois dos 40 e como tratar?

Retrato da Dra. Márcia Donadussi
Por Dra. Márcia Donadussi Dermatologista · CRM 25.402 · RQE 16.005 · Atualizado em · 9 minutos de leitura

Pelos no queixo feminino costumam aparecer, ou ficar mais grossos e escuros, a partir dos 40 anos, e quase sempre pelo mesmo motivo: o estrogênio começa a cair e os hormônios masculinos, que toda mulher produz, passam a pesar mais nos folículos do queixo. Na maioria das vezes é uma mudança esperada da fase, e não sinal de doença. Mas há sinais que pedem investigação, e há tratamento que funciona quando o fio ainda tem cor.

Resposta curta: pelos no queixo depois dos 40 vêm, em geral, do predomínio relativo dos hormônios masculinos quando o estrogênio cai. Surgimento rápido, pelos em outras áreas ou menstruação irregular pedem investigação com a ginecologista ou o endocrinologista. Para os fios escuros, a depilação a laser oferece redução duradoura; fio branco ou loiro não responde ao laser.

Este texto explica de onde vêm esses fios, quando vale investigar a causa, por que a pinça complica a vida do folículo e o que o laser pode, e o que não pode, fazer por você. É um incômodo pequeno no espelho e grande na rotina: quem tem conhece bem o hábito de procurar o fio com os dedos ao longo do dia.

Pelos no queixo feminino: por que aparecem depois dos 40?

O queixo, o buço e a lateral do rosto têm folículos especialmente sensíveis aos andrógenos, os hormônios ditos masculinos. Durante a vida fértil, o estrogênio equilibra esse efeito. Na perimenopausa, que costuma se instalar na segunda metade dos 40, e depois da menopausa, a produção de estrogênio cai bastante, enquanto a de andrógenos diminui menos e mais devagar. O resultado é um excesso relativo: não é que sobre hormônio masculino, é que falta o contrapeso.

Nos folículos sensíveis, isso transforma a penugem fina e clara em fio terminal, mais grosso, mais escuro e mais comprido. Uma revisão sobre o tema descreve exatamente esse quadro depois da menopausa: excesso relativo de andrógenos, que aparece como surgimento ou aumento de pelos grossos (Markopoulos e colaboradores, 2015). É por isso que tantas mulheres notam os primeiros fios no queixo justamente quando o ciclo começa a mudar.

Ao mesmo tempo, o cabelo da cabeça pode afinar. Parece contraditório, mas é o mesmo hormônio agindo de formas opostas em folículos diferentes, um dos sinais da fase que contamos no artigo sobre os sintomas da perimenopausa.

Pelo no queixo é sinal de problema hormonal?

Na maioria das vezes, não no sentido de doença. Ter alguns fios no queixo é muito comum. Quando o excesso de pelos é maior, espalhado por áreas típicas do padrão masculino, o nome médico é hirsutismo, e ele atinge cerca de 10% das mulheres na maior parte das populações (Escobar-Morreale e colaboradores, 2012). Mesmo nesses casos, a causa costuma ser benigna e funcional.

Num estudo com 873 mulheres avaliadas por excesso de hormônios masculinos, a síndrome dos ovários policísticos respondeu por 82% dos casos, e os tumores produtores de hormônio, por 0,2% (Azziz e colaboradores, 2004). Ou seja: é raro, mas existe, e por isso os sinais de alerta merecem atenção.

A diretriz da Endocrine Society para mulheres antes da menopausa orienta não pedir dosagem de hormônios quando o ciclo é regular e o pelo indesejado é localizado, sem um padrão maior de excesso de pelos (Martin e colaboradores, 2018). Na prática: alguns fios no queixo, com menstruação regular, não exigem uma bateria de exames. O que muda a conduta é o conjunto, e não o fio isolado.

Quais sinais pedem investigação com a ginecologista ou o endocrinologista?

Vale procurar a ginecologista ou o endocrinologista, antes ou junto com qualquer depilação, quando aparecer algum destes sinais:

  • Surgimento rápido, em poucos meses, ou fios que se multiplicam de forma acelerada;
  • Pelos em outras áreas, como pescoço, peito, abdômen, costas ou parte interna das coxas;
  • Menstruação irregular antes da fase da menopausa, ou dificuldade para engravidar;
  • Acne nova na vida adulta e oleosidade que aumentou;
  • Cabelo rareando no alto da cabeça, com entradas que antes não existiam;
  • Voz mais grave, aumento da massa muscular ou do clitóris, que são sinais de virilização;
  • Manchas escuras e aveludadas no pescoço ou nas axilas, que podem indicar resistência à insulina.

Depois da menopausa, a regra é a mesma: pelos que surgem de repente, crescem depressa ou vêm com sinais de virilização precisam de investigação, porque, embora raras, as causas tumorais das glândulas suprarrenais e dos ovários precisam ser descartadas (Markopoulos e colaboradores, 2015). A investigação é da ginecologista ou do endocrinologista; este texto orienta a conversa, não substitui a consulta.

Arrancar com pinça faz o pelo do queixo voltar mais grosso?

Não. Nem a pinça nem a lâmina engrossam o fio. O que acontece com a lâmina é uma ilusão: o pelo é cortado reto e, quando cresce, a ponta parece mais grossa ao toque do que a ponta fina e afilada do fio que nunca foi cortado. O número de folículos e a espessura do fio continuam os mesmos.

A pinça tem outro problema, mais concreto. Ela arranca o fio pela raiz e, repetida por anos, pode inflamar o folículo, fazer o pelo crescer encravado e deixar pequenas manchas escuras e cicatrizes na pele do queixo, que é fina e reage com facilidade. Também é a pinça que cria o hábito de procurar o fio ao longo do dia, com o espelho do carro e a luz do banheiro como testemunhas.

Para quem pensa em fazer laser, há um detalhe importante: pinça, cera e linha removem a raiz, que é justamente o alvo do laser. Por isso, nas semanas antes e entre as sessões, o único método permitido é raspar. Quem arranca o fio na véspera tira do laser aquilo que ele precisaria encontrar.

Como tirar os pelos do queixo: quais são as opções?

Cada método tem seu lugar, e a escolha depende da cor do fio, da quantidade e de quanto o incômodo pesa na sua rotina. A tabela resume o que cada um faz:

MétodoComo ageQuanto duraAtenção
LâminaCorta o fio rente à peleHoras a poucos diasNão engrossa o fio; é o único método permitido durante o laser
PinçaArranca o fio com a raizAlgumas semanasInflama o folículo, encrava o fio e pode manchar
Cera e linhaArrancam vários fios de uma vezAlgumas semanasIrritam a pele fina do rosto; suspender antes do laser
Creme depilatórioDissolve o fio na superfíciePoucos diasPode irritar e manchar a pele do rosto; testar antes
Depilação a laserAquece e enfraquece o folículo pela melanina do fioRedução duradoura, com manutençãoSó funciona em fio com cor; não age em pelo branco ou loiro
EletróliseDestrói o folículo fio a fio com corrente elétricaDuradouraLenta; independe da cor do fio
Fontes: Endocrine Society (Martin e colaboradores, 2018); European Society for Laser Dermatology (Drosner e colaboradores, 2005).

Depilação a laser funciona para pelos no queixo?

Funciona bem quando o fio é escuro. O laser de depilação emite uma luz que é absorvida pela melanina, o pigmento do pelo, e convertida em calor dentro do folículo, enfraquecendo a raiz. A pele em volta é protegida por resfriamento. Para a maioria das mulheres que escolhem um método de remoção dos pelos, a diretriz da Endocrine Society sugere justamente o laser ou a luz (Martin e colaboradores, 2018).

Na clínica, a depilação do queixo é feita com o LightSheer, laser de diodo para depilação, com ponteira resfriada e energia ajustada ao seu tom de pele. A sensação é de pequenas fisgadas de calor, bem toleradas pela maioria das pacientes, e cada sessão no queixo é rápida.

O fio só responde ao laser na fase de crescimento, e nem todos os fios estão nessa fase ao mesmo tempo. Por isso o tratamento é feito em ciclos: a orientação da sociedade europeia de laser em dermatologia é de pelo menos três sessões para uma redução parcialmente permanente (Drosner e colaboradores, 2005). Depois dos 40, como os hormônios seguem agindo, algumas pacientes precisam de sessões de manutenção esporádicas. O termo honesto é redução duradoura, e não pelo que nunca mais volta.

E quando o pelo do queixo é branco ou loiro?

Aqui a resposta honesta é não: o laser não age em pelo branco, grisalho ou loiro. Sem melanina, o fio não absorve a luz, e a energia não chega ao folículo. A mesma orientação europeia diz isso com todas as letras: pelo loiro, grisalho e branco não responde ao tratamento (Drosner e colaboradores, 2005). Fazer sessões de laser nesses fios é pagar por algo que não vai entregar, e você vai ouvir isso com clareza antes de começar.

Essa limitação traz um conselho prático: quanto antes, melhor. Muitas mulheres convivem por anos com fios escuros no queixo usando a pinça e decidem pelo laser quando parte deles já embranqueceu. Se os fios ainda têm cor, é o momento em que o laser rende mais. Para os fios brancos isolados, a lâmina, a pinça com cuidado ou a eletrólise, que destrói o folículo fio a fio independentemente da cor, seguem sendo os caminhos possíveis.

Hormônio resolve os pelos no queixo?

Depende da causa, e a decisão não é da dermatologista. Quando existe um quadro hormonal por trás, como a síndrome dos ovários policísticos, a ginecologista ou o endocrinologista pode indicar tratamento com medicamentos, que reduz o estímulo sobre o folículo ao longo de meses. A diretriz da Endocrine Society coloca esse tratamento como ponto de partida para a maioria das mulheres com excesso de pelos importante, somando a remoção direta, como o laser, para quem quer um resultado estético adicional (Martin e colaboradores, 2018).

Depois da menopausa, a conversa sobre terapia hormonal envolve muitos outros fatores de saúde, e não deve ser escolhida por causa de alguns fios no queixo. O papel da dermatologista é cuidar da pele e do fio que já está ali; o da ginecologista, cuidar da causa e da sua saúde como um todo. Quando as duas pontas andam juntas, o resultado costuma ser mais estável.

Quais cuidados antes e depois da depilação a laser no queixo?

  • Raspar a região um ou dois dias antes da sessão, nunca arrancar com pinça, cera ou linha nas semanas anteriores;
  • Evitar sol e autobronzeador, porque a pele bronzeada disputa a energia do laser com o fio e aumenta o risco de manchas;
  • Informar medicamentos em uso, sobretudo os que deixam a pele sensível à luz, e tratamentos recentes no rosto;
  • Usar protetor solar todos os dias entre as sessões; muitas pacientes preferem fazer o ciclo no outono e no inverno;
  • Esperar uma vermelhidão leve logo depois da sessão, que costuma passar em poucas horas.

Antes da primeira sessão, a pele é avaliada: tom, pintas, manchas e medicamentos definem a energia segura para você. Se houver sinais de que a causa precisa ser investigada, você sai com essa orientação também.

Na clínica: a depilação a laser do queixo e do buço é feita com o LightSheer, no consultório do Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Como funciona, quantas sessões esperar e quem pode fazer está na página de depilação a laser em Porto Alegre com LightSheer. Se preferir, agende sua sessão pelo WhatsApp.

Onde fazer depilação a laser do queixo em Porto Alegre?

A depilação a laser do queixo é feita na clínica da Dra. Márcia Donadussi, dermatologista, CRM-RS 25.402 e RQE 16.005, há mais de 20 anos na dermatologia, na Rua Tobias da Silva, 120, conjuntos 1001 e 1002, no The Place Moinhos, bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, de segunda a sexta, das 8h30 às 18h. O endereço é central e recebe com facilidade pacientes da Auxiliadora, do Rio Branco, da Bela Vista, da Independência, do Higienópolis, do Mont’Serrat e da Floresta.

Para marcar, o caminho mais simples é o WhatsApp (51) 99916-1642; o telefone fixo é (51) 3311-3555. A sessão de depilação a laser é marcada direto com a equipe: escreva para a clínica pelo WhatsApp e combine o melhor horário.

Perguntas frequentes sobre pelos no queixo

Pelos no queixo depois dos 40 são normais?

São comuns. Com a queda do estrogênio na perimenopausa e depois da menopausa, os hormônios masculinos, que toda mulher tem, passam a pesar mais nos folículos do queixo. Alguns fios finos engrossam e escurecem. Na maioria das vezes não há doença por trás, mas vale observar os sinais de alerta.

Pelo no queixo é sinal de ovário policístico?

Pode ser, sobretudo antes da menopausa e quando vem com menstruação irregular, acne ou pelos em outras áreas. A síndrome dos ovários policísticos é a causa mais frequente de excesso de pelos na idade fértil. Quem investiga e confirma é a ginecologista ou o endocrinologista.

Tirar com pinça faz o pelo do queixo engrossar?

Não engrossa, mas a pinça arranca a raiz, pode inflamar o folículo, encravar o fio e deixar manchas. Raspar também não engrossa: o fio só parece mais grosso porque é cortado reto. Para quem vai fazer laser, raspar é o único método permitido entre as sessões.

Depilação a laser no queixo é definitiva?

O termo honesto é redução duradoura. O laser enfraquece a maior parte dos folículos tratados e os fios que restam voltam mais finos e mais espaçados. Como os hormônios seguem agindo depois dos 40, sessões de manutenção esporádicas costumam fazer parte do plano.

O laser funciona em pelo branco ou loiro?

Não. O laser age na melanina, o pigmento do fio, e pelo branco, grisalho ou loiro tem pouca ou nenhuma melanina para absorver a luz. Por isso vale tratar enquanto os fios ainda são escuros. Para os brancos, a pinça, a lâmina ou a eletrólise seguem sendo os caminhos.

Quantas sessões de laser são necessárias no queixo?

O fio só responde na fase de crescimento, e nem todos estão nela ao mesmo tempo; por isso o tratamento é feito em ciclos, com algumas semanas entre as sessões. O número varia com a cor do fio, o tom da pele e o componente hormonal, e a estimativa para o seu caso é dada antes de começar.

Reposição hormonal resolve os pelos no queixo?

Tratamento com hormônio é decisão da ginecologista ou do endocrinologista, conforme a causa e a sua saúde, e não deve ser escolhido pelo pelo do queixo. Quando há um quadro hormonal, cuidar da causa e tratar o fio com laser costumam andar juntos.

Pelos no queixo feminino: quando vale procurar ajuda?

Quando o fio deixou de ser um detalhe e virou hábito diário de procurar e arrancar, quando a pinça começou a deixar manchas, ou quando os fios surgiram de repente, junto com outros sinais. No primeiro caso, o laser costuma ser um alívio na rotina; no último, a primeira conversa é com a ginecologista ou o endocrinologista. Se os pelos no queixo feminino estão tirando a sua tranquilidade e os fios ainda têm cor, a depilação a laser no Moinhos de Vento, em Porto Alegre, começa com uma avaliação honesta da sua pele, e, se a resposta for que o laser não vai ajudar, você vai ouvi-la aqui. Agende sua sessão de depilação a laser pelo WhatsApp.

Agendar